Mercado abre em tom de busca por segurança, com o dólar ganhando força diante de apelos por proteção e riscos crescentes no cenário monetário global. Traders citam pressão do Federal Reserve, rendimentos em elevação e disputas tarifárias como gatilhos para um movimento de aversão ao risco.
A tensão se amplia conforme informações sobre a demissão da governadora do Fed e o caso jurídico envolvendo tarifas ganhou impulso com uma decisão de apelação mantendo as tarifas até outubro, enquanto o processo segue para a Suprema Corte.
À escala europeia, a França enfrenta um voto de confiança e dados de inflação da UE surpreendem, aumentando a volatilidade. Observadores de política monetária do BCE sinalizam que o ciclo de aperto pode terminar em breve.
O euro recua ao fim da sessão na América do Norte, com perdas de mais de 0,6%, à medida que investidores procuram ativos de refúgio como ouro e o dólar permanece firme.
Nos EUA, indicadores de manufatura apontam leitura mista: o PMI de manufatura do ISM ficou próximo da contração, enquanto o PMI de S&P Global também sinalizou desaceleração, reforçando o tom cauteloso. Na zona do euro, a inflação de agosto ficou acima das expectativas, com o HICP em 2,1% e o núcleo em 2,3%, alimentando a visão de que o BCE pode manter ou deixar o aperto em evidência nos próximos encontros.
As expectativas de cortes de juros no Fed permanecem altas, com probabilidade de corte de 25 pontos base já precificada para a reunião de setembro, enquanto o BCE é visto com maior probabilidade de manter as taxas estáveis nos próximos meses.
Perspectiva técnica
O par EUR/USD ensaia uma virada para baixo, rompendo abaixo de 1,1660 e se aproximando de 1,1600. Caso haja resistência para testes de 1,1700, o próximo alvo fica em 1,1517 e 1,1500. Se houver pressão de compra acima de 1,1665, o caminho pode abrir para 1,1700, 1,1742 e até o pico anual próximo de 1,1829.
Enquanto isso, dados de NFP e a trajetória de juros nos EUA e na zona do euro continuam a ditar o humor do mercado, com os investidores aguardando próximos resultados econômicos.