- O dólar australiano tenta reduzir perdas, recuperando parte da queda de cinco sessões, à medida que o impulso do dólar americano diminui.
- O PMI de manufatura dos EUA aponta para contração, com custos mais altos sublinhando pressões persistentes em preços.
- Atenção agora se volta aos dados australianos do 2º trimestre, com o PIB, o Índice de Indústria AiG e os PMIs da S&P Global para agosto orientando o humor do AUD e as perspectivas do RBA.
No momento da transmissão, o AUD/USD opera próximo de 0,651, com leve recuo diário. O DXY, índice do dólar frente a uma cesta de moedas, se mantém estável em torno de 98,30, próximo de sua recente alta de quatro dias na sessão norte-americana.
Mais cedo, dados do PMI de manufatura dos EUA reforçaram preocupações sobre a saúde do setor fabril. A pesquisa do Institute of Supply Management indicou atividade geral ainda em contração, com produção e emprego fracos. Um repique de novos pedidos trouxe alívio, mas o aumento de preços pagos aponta para pressões de custo persistentes, complicando o cenário de inflação e limitando a sequência de altas do dólar.
A atenção volta-se ao PIB da Austrália do 2º trimestre, com economistas prevendo modesta recuperação. A leitura trimestral é esperada para crescer em torno de 0,5% no 2º trimestre, ante 0,2% no 1º, e o crescimento anual pode acelerar para 1,6% frente a 1,3% previamente. Segundo a Reuters, economistas do RBC e Citi revisaram para baixo suas previsões de crescimento do 2º trimestre a 0,5%, citando pouca contribuição de gastos públicos, mas apontando sinais animadores de demanda das famílias e de investimento privado.
Além do PIB, a agenda de quarta-feira também trará o AiG Industry Index de julho e os PMIs Composto e de Serviços da S&P Global para agosto, fornecendo um retrato mais amplo da atividade empresarial e das condições de demanda na economia australiana.
A divulgação do PIB deverá moldar as expectativas sobre o caminho da política monetária do Reserve Bank of Australia (RBA). Com a taxa de juros em 3,60%, o mercado precifica um novo corte em novembro, levando os custos de empréstimo perto de 3,35%. Uma leitura mais forte pode reduzir a necessidade imediata de ação por parte do banco, enquanto um resultado mais fraco reforçaria as expectativas de flexibilização em curto prazo.