O Euro cede terreno frente ao Dólar americano, revertendo parte dos ganhos recentes que o levaram a uma máxima de um mês. A moeda europeia, que chegou a flertar com 1.1300, agora opera ligeiramente acima de 1.1200. A pressão vem de um Dólar que recuperou parte das perdas de quarta-feira, em antecipação aos dados de emprego (NFP) dos EUA a serem divulgados na sexta-feira.
Na Zona do Euro, os preços ao produtor subiram 11,1% em setembro na comparação anual. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que os dados econômicos até dezembro serão cruciais para decidir sobre um aumento de juros. Ela ressaltou que a inflação, atualmente em 4% em outubro (máxima de três anos), é impulsionada principalmente pela energia, e que a ferramenta de juros não deve ser usada de forma indiscriminada, mas sim para conter expectativas inflacionárias.
O Dólar, por sua vez, sentiu o impacto da vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos EUA, que inicialmente impulsionou o Euro. Dados de pedidos de seguro-desemprego vieram abaixo do esperado, mas os custos unitários do trabalho no terceiro trimestre caíram inesperadamente. Isso reduziu a probabilidade de uma alta de juros do Federal Reserve em dezembro para cerca de 70%, ante mais de 80% na quarta-feira.
No calendário econômico, o economista-chefe do BCE, Philip Lane, e os dados de vendas no varejo da Zona do Euro são aguardados nesta sexta-feira. Na próxima sexta-feira, 13 de novembro, o PIB do terceiro trimestre da Zona do Euro será divulgado. Para os EUA, o relatório de Nonfarm Payrolls (NFP) de outubro, com previsão de 65 mil novos empregos, e o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de outubro, previsto em 0,3%, são os destaques que influenciarão as decisões do Fed em dezembro.
No gráfico, o EUR/USD recuou cerca de um terço da alta recente. O par ainda se encontra abaixo da média móvel exponencial de 50 dias (próxima a 1.1300) e da média de 200 dias (acima de 1.1450). O momentum diário reverteu de território de sobrecompra.

