Preços do petróleo fecharam em baixa na última semana, mesmo com pressões europeias crescentes por sanções secundárias a compradores de petróleo e gás russos, conforme observam especialistas em commodities.
Ucrânia mira novamente a infraestrutura energética russa
A leitura do mercado sugere que a reação tem sido menos sensível aos riscos de sanção, e que um efeito efetivo dependeria de apoio dos EUA. Até o momento, a posição dos EUA tem se concentrado em tarifas secundárias sobre a Índia para compras de petróleo russo, sem incluir países-chave como a China. Enquanto alguns líderes europeus defendem sanções a compradores de energia russa, a UE continua sendo um grande comprador de gás natural russo, tanto por meio do TurkStream quanto de envios de LNG.
Dados de posicionamento mostram que especuladores acumularam 23.848 contratos de ICE Brent na semana de referência, resultando em uma posição líquida longa de 206.543 contratos, impulsionada por novas compras. Para NYMEX WTI, no entanto, houve venda, com a posição líquida longa caindo para 24.225 contratos — a menor desde janeiro de 2007. O mercado permanece atento às perspectivas de um significativo excedente global até 2026.
A Ucrânia continua a mirar na infraestrutura energética russa, afirmando ter atingido refinarias em Krasnodar e Syzran. Ataques de drones contra infraestrutura energética russa, até agosto, impulsionaram os preços domésticos de combustíveis e levaram o governo a ampliar a proibição de exportação de gasolina. Se esses ataques se intensificarem, podem favorecer spreads de cracking de derivados. Isso poderia reduzir volumes de exportação de produtos refinados e aumentar as exportações de petróleo bruto, com menor atividade de refino interna.