GBP/USD mantém posição ao redor de 1,3500 antes do PIB dos EUA do 2º trimestre (anualizado)

  • GBP/USD pode recuperar terreno com a elevação das preocupações sobre a independência do Federal Reserve.
  • A saída de Lisa Cook pode aumentar a probabilidade de cortes na taxa de juros.
  • Vendas no varejo da CBI variaram para melhor em agosto, sinalizando recuperação modesta.

O par GBP/USD permanece estável após dois dias de ganhos, negociando próximo de 1,3500 nas negociações asiáticas de quinta-feira. A tendência pode continuar, à medida que o Dólar Americano enfrenta volatilidade com as crescentes preocupações sobre a independência da autoridade monetária dos EUA.

Os investidores aguardam os números do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA do 2º trimestre, divulgados ainda hoje. O foco também recai sobre o Índice de Preços PCE de julho, a principal medida de inflação preferida pelo Fed.

Na manhã de terça, o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou que afastou a governadora do Fed, Lisa Cook, do conselho. Em suas falas, ele indicou a disposição para enfrentar questões legais relacionadas a documentos hipotecários supostamente falsificados.

A demissão de Cook pode aumentar as chances de cortes significativos na taxa de juros, diante da pressão contínua para reduzir custos de financiamento. Segundo o CME FedWatch, as probabilidades de um corte de pelo menos 25 pontos-base para a reunião de setembro já passam de 88%, ante 82% na semana anterior.

O par GBP/USD passa quase sem mudanças após a divulgação do indicador de Vendas no Varejo da Confederation of British Industry (CBI), que registrou leve melhoria para -32 em agosto, ante -34 em julho, superando a leitura esperada de -33. O dado sugere queda nas vendas no varejo pelo 11º mês consecutivo.

Apesar de enfrentar custos mais altos, as empresas continuam repassando parte desses aumentos aos preços, porém a inflação de serviços permanece contida, o que mantém o BoE cautelosa. Enquanto a demanda fraca persiste e os custos com mão de obra sobem, as margens ficam comprimidas, o que leva empresas a adiar contratações e investimentos.