O dólar americano continua em consolidação nesta quarta-feira, 26 de agosto, enquanto os investidores se preparam para eventos econômicos cruciais. O Bureau of Economic Analysis (BEA) dos EUA divulgará a segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre e o Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE), a métrica de inflação preferida pelo Federal Reserve, para julho. Além disso, a Nvidia (NVDA) apresentará seu relatório de resultados após o fechamento do mercado de Nova York.
O Índice do Dólar (DXY) mantém-se estável em torno de 99,00, após registrar pequenas perdas na terça-feira. As expectativas do mercado apontam para um aumento de 0,2% no núcleo do PCE em base mensal, após um avanço de 0,1% em junho, com a taxa anual permanecendo estável em 3,3%. Analistas da ING preveem que o dólar permaneça amplamente estável, com o nível de 99,00 a 99,10 atuando como teto. Uma leitura benigna do PCE pode levar a leves perdas do dólar, com a possibilidade de um recuo para os mínimos recentes em 98,60.
No cenário geopolítico, Irã e Omã anunciaram uma proposta conjunta para estabelecer uma rota de navegação temporária no Estreito de Hormuz. No entanto, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã esclareceu que a via aquática crítica permanecerá fechada, reiterando que Washington deve cumprir seus compromissos. O preço do barril de West Texas Intermediate (WTI) continua em queda, perdendo cerca de 1,5% no dia, negociando perto de US$ 79,50, após uma queda de mais de 4% na terça-feira.
O Canadá anunciou a imposição de tarifas de até 50% sobre uma gama de produtos americanos, totalizando quase US$ 20 bilhões, em retaliação às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sobre importações canadenses. Após fechar estável na terça-feira, o par USD/CAD ganha força nesta quarta-feira, negociando acima de 1,3850. Analistas do Danske Bank destacam que as fricções comerciais entre EUA e Canadá se intensificaram, adicionando incerteza para as empresas de ambos os lados da fronteira.
Dados da Austrália mostraram que a inflação anual, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI), desacelerou para 3,5% em julho, ante 3,8% em junho, vindo acima da expectativa do mercado de 3,2%. O par AUD/USD ganha momentum altista, negociando em seu nível mais alto desde o início de junho, acima de 0,7180.
O EUR/USD estende sua consolidação lateral em torno de 1,1700, após falhar em fazer um movimento decisivo em qualquer direção na terça-feira. O GBP/USD luta para manter seu ímpeto após registrar ganhos marginais na terça-feira, negociando abaixo de 1,3650 na manhã europeia desta quarta-feira. O USD/JPY corrige para baixo, flutuando em torno de 159,00, após a volatilidade de terça-feira.
O ouro atingiu seu nível mais alto em mais de três meses, perto de US$ 4.700, mas perdeu força para fechar estável na terça-feira. O metal precioso opera em baixa na sessão europeia, negociando abaixo de US$ 4.630. Analistas do UOB Group apontam que a linha de tendência diária ascendente menor, agora em US$ 4.425, oferece suporte imediato, coincidindo com a média móvel exponencial de 21 dias. Resistências importantes a serem observadas incluem a máxima de maio em US$ 4.773 e a máxima de abril em US$ 4.889.
FAQ sobre Inflação:
- O que é inflação? Mede o aumento no preço de uma cesta representativa de bens e serviços. A inflação geral é expressa em variação mensal (MoM) e anual (YoY). A inflação núcleo exclui itens voláteis como alimentos e combustíveis, sendo o foco dos economistas e o alvo dos bancos centrais (geralmente em torno de 2%).
- O que é o Índice de Preços ao Consumidor (CPI)? Mede a variação de preços de uma cesta de bens e serviços ao longo do tempo. O núcleo do CPI exclui alimentos e combustíveis voláteis e é o alvo dos bancos centrais. Um CPI núcleo acima de 2% geralmente leva a taxas de juros mais altas, o que é positivo para a moeda.
- Qual o impacto da inflação no câmbio? Contrariamente ao que se pode pensar, alta inflação em um país tende a valorizar sua moeda, pois o banco central eleva as taxas de juros para combatê-la, atraindo capital estrangeiro.
- Como a inflação influencia o preço do Ouro? Historicamente, o ouro era um refúgio contra a inflação. No entanto, com o aumento das taxas de juros para combater a inflação, o custo de oportunidade de deter ouro aumenta, tornando-o menos atrativo em comparação com ativos que rendem juros. Inflação baixa tende a ser positiva para o ouro.
