O banco central da China (PBOC) estabelece diariamente o ponto médio do yuan (renminbi) em relação a uma cesta de moedas, com destaque para o dólar americano. O regime de câmbio chinês funciona com uma banda de flutuação ao redor desse ponto central, permitindo oscilações dentro de limites predefinidos.
Atualmente, a banda de oscilações é de +/- 2%, o que significa que o yuan pode valorizar-se ou desvalorizar-se até 2% em relação ao ponto central ao longo de uma sessão de negociações. O banco pode ajustar esse teto conforme as condições econômicas e os objetivos de política.
Como funciona o processo
- Definição diária do ponto central: pela manhã, o PBOC define o ponto médio do yuan frente a uma cesta de moedas, com maior peso para o dólar. A decisão leva em conta oferta e demanda de mercado, indicadores econômicos e variações no mercado cambial internacional.
- A banda de negociação: o yuan pode oscilar dentro da faixa de +/- 2% em relação ao ponto central. A banda pode ser ajustada pelo PBOC conforme as condições econômicas e os objetivos de política.
- Intervenção: se o valor do yuan se aproximar dos limites da banda ou houver volatilidade excessiva, o banco pode intervir no mercado de câmbio comprando ou vendendo yuan para estabilizar o valor, promovendo ajustes graduais.
Essa mecânica ajuda a manter a estabilidade cambial, ao mesmo tempo em que oferece flexibilidade para enfrentar choques externos e mudanças nas condições globais.