A Coroa Sueca (SEK) pode apresentar uma valorização significativa frente à Coroa Norueguesa (NOK) caso o Estreito de Hormuz seja reaberto de forma sustentável, segundo análise de Michael Pfister, do Commerzbank. A dinâmica entre os preços do petróleo, expectativas de juros e o desempenho das moedas é o foco da avaliação.
Pfister observa que a Coroa Norueguesa (NOK) demonstra maior sensibilidade às variações do preço do petróleo em comparação com a Coroa Sueca (SEK). Adicionalmente, as expectativas de juros para o banco central sueco (Riksbank) tendem a se ajustar a choques de petróleo com maior intensidade do que as do banco central norueguês (Norges Bank).
Historicamente, o aumento dos preços do petróleo tem sido acompanhado por uma depreciação da SEK, enquanto o oposto ocorre com a NOK. Essa correlação é mais pronunciada para a NOK, em parte devido à menor dependência da Suécia em relação às importações de energia (-1,8% da diferença entre importações e exportações como percentual das exportações totais, contra 57% da Noruega).
Isso implica que a NOK é mais afetada pela queda nos preços do petróleo do que a SEK pela alta. Contudo, as expectativas de juros dos bancos centrais de ambos os países têm seguido um padrão semelhante. Se o Estreito de Hormuz for reaberto de forma sustentável, a NOK será impactada pela queda do petróleo e pelo descarte de expectativas de aumento de juros. Para a SEK, o efeito é mais equilibrado, com a queda do petróleo provavelmente compensando a correção nas expectativas de juros, resultando em uma leve apreciação da moeda sueca.
Em resumo, um acordo que leve à reabertura do Estreito de Hormuz tende a favorecer uma valorização expressiva da Coroa Sueca em relação à Coroa Norueguesa.
