Petróleo Brent: Mercado reage a sinais de desescalada, aponta ING

O petróleo Brent recuou acentuadamente, chegando a cair brevemente abaixo de US$ 90 por barril, à medida que os Estados Unidos e o Irã pausaram novos ataques. Especialistas da ING destacam que as interrupções no fornecimento na Rússia e no Mar Vermelho continuam a restringir a oferta. Ao mesmo tempo, as posições líquidas compradas especulativas em petróleo e gasóleo ICE aumentaram, impulsionadas principalmente pela cobertura de posições vendidas e pela escassez de destilados médios.

A ação de preço do petróleo nesta manhã reflete claramente o desespero do mercado por notícias positivas. Após 13 dias de ataques, os EUA suspenderam novas ações nos últimos dois dias, enquanto o Irã também pausou ataques retaliatórios. Essa pausa fez o Brent recuar agressivamente, com queda superior a 7% em determinado momento, e brevemente abaixo de US$ 90/barril.

Embora este seja o primeiro sinal tangível de desescalada, as razões por trás disso são menos claras. Há pouca explicação por parte dos EUA. Além disso, ainda não resultou em qualquer aumento significativo nos fluxos de embarcações através do Estreito de Ormuz.

É improvável que vejamos qualquer recuperação até que haja clareza sobre se esta desescalada é mais permanente e se os navios podem navegar pelo estreito sem medo de ataques.

As interrupções estão se acumulando. Carregamentos de petróleo no terminal Sheskharis da Rússia em Novorossiysk foram supostamente interrompidos desde 21 de julho. A Bloomberg observa que a instalação enviou aproximadamente 650 mil barris por dia este ano.

Isso coincide com a suspensão dos carregamentos de petróleo no terminal CPC, que vinha enviando cerca de 1,7 milhão de barris por dia nos últimos meses. Essas interrupções ocorrem em meio a um aumento nos ataques de drones ucranianos à infraestrutura energética russa.