Preço do Ouro: XAU/USD se mantém acima de US$ 4.100, imune a mercados de aversão ao risco

Preço do Ouro: XAU/USD se mantém acima de US$ 4.100, imune a mercados de aversão ao risco

O ouro (XAU/USD) estende seus ganhos pelo quarto dia consecutivo nesta quarta-feira, mantendo-se confortavelmente acima de US$ 4.100, sem se abalar com o cenário de aversão ao risco, impulsionado pelas crescentes tensões no Irã e pela alta dos preços do petróleo. O par já acumula uma valorização de quase 2,5% nesta semana e caminha para sua melhor performance semanal em mais de três meses.

O metal precioso demonstrou alguma hesitação durante a sessão europeia desta quarta-feira, em meio a preocupações de que a guerra entre EUA e Irã possa sair de controle, com o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçando atacar instalações nucleares, o que, segundo Teerã, estenderia o conflito por toda a região.

Além disso, notícias de que três petroleiros sauditas deram meia-volta no Mar Vermelho após o anúncio de um bloqueio pelos Houthis impulsionaram os preços do petróleo, fornecendo suporte adicional ao Dólar Americano, que tem apresentado forte correlação com os preços do petróleo desde o início do conflito com o Irã.

Perguntas Frequentes sobre Ouro

Por que as pessoas investem em Ouro?

O ouro desempenha um papel crucial na história humana, sendo amplamente utilizado como reserva de valor e meio de troca. Atualmente, além de seu brilho e uso em joalheria, o metal precioso é visto como um ativo de refúgio (safe-haven), considerado um bom investimento em tempos turbulentos. O ouro também é visto como uma proteção contra a inflação e contra a desvalorização de moedas, pois não depende de nenhum emissor ou governo específico.

Quem compra mais Ouro?

Os bancos centrais são os maiores detentores de ouro. Em sua busca por apoiar suas moedas em tempos turbulentos, os bancos centrais tendem a diversificar suas reservas e comprar ouro para aumentar a percepção de força da economia e da moeda. Altas reservas de ouro podem ser uma fonte de confiança na solvência de um país. Os bancos centrais adicionaram 1.136 toneladas de ouro, avaliadas em cerca de US$ 70 bilhões, às suas reservas em 2022, segundo dados do World Gold Council. Esta é a maior compra anual desde o início dos registros. Bancos centrais de economias emergentes, como China, Índia e Turquia, estão aumentando rapidamente suas reservas de ouro.

Como o Ouro se correlaciona com outros ativos?

O ouro tem uma correlação inversa com o Dólar Americano e os Títulos do Tesouro dos EUA, ambos importantes ativos de reserva e refúgio. Quando o dólar se deprecia, o ouro tende a subir, permitindo que investidores e bancos centrais diversifiquem seus ativos em tempos turbulentos. O ouro também tem correlação inversa com ativos de risco. Uma alta no mercado de ações tende a enfraquecer o preço do ouro, enquanto quedas em mercados mais arriscados tendem a favorecer o metal precioso.

Do que depende o preço do Ouro?

O preço pode variar devido a uma ampla gama de fatores. Instabilidade geopolítica ou temores de uma recessão profunda podem rapidamente fazer o preço do ouro disparar devido ao seu status de refúgio. Como um ativo sem rendimento, o ouro tende a subir com taxas de juros mais baixas, enquanto um custo de dinheiro mais alto geralmente pressiona o metal amarelo. Ainda assim, a maioria dos movimentos depende do comportamento do Dólar Americano (USD), já que o ativo é precificado em dólares (XAU/USD). Um dólar forte tende a manter o preço do ouro controlado, enquanto um dólar mais fraco provavelmente o impulsionará para cima.

Análise Técnica: Resistências em US$ 4.140 e US$ 4.200 devem desafiar os compradores

O XAU/USD está sendo negociado a US$ 4.120, mantendo um viés de alta imediato após romper a linha de tendência de baixa das máximas de final de maio. O momentum de alta é apoiado pelo Índice de Força Relativa (14) de 4 horas, que paira na casa dos 60, e pela Divergência de Convergência de Média Móvel (MACD) positiva, que, em conjunto, sugerem que os compradores mantêm o controle.

No entanto, as tentativas de alta permanecem limitadas abaixo da máxima de 9 de julho, perto de US$ 4.140, que, juntamente com a máxima de 3 de julho, na área de US$ 4.200, devem testar a confiança dos compradores. Mais acima, o próximo alvo são as máximas de meados de junho, na área de US$ 4.360.

No lado negativo, o suporte imediato é visto na zona de rompimento da linha de tendência, em torno de US$ 4.020, antes dos mínimos do ano até o momento, em torno de US$ 3.950. Mais abaixo, a mínima de final de outubro de 2025, logo abaixo de US$ 3.900, surge como o próximo alvo.

(A análise técnica desta matéria foi elaborada com a ajuda de uma ferramenta de IA. Saiba mais.)

Autor
Guillermo Alcala
FXStreet

Graduado em Ciências da Comunicação pela Universidad del Pais Vasco e Universiteit van Amsterdam, Guillermo trabalha como editor de notícias financeiras e redator em diversas empresas relacionadas ao Forex, como FXStreet e Kantox.

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