Dólar Neozelandês Cede com Tensão EUA-Irã Intensificando Aversão ao Risco

O Dólar Neozelandês (NZD) registrou queda nesta sexta-feira, negociando em torno de 0.5830 no momento da escrita, uma desvalorização de 0.19% no dia. Investidores buscam ativos de refúgio após uma nova onda de ataques americanos contra o Irã. O Dólar Americano (USD) beneficia-se do renovado humor de aversão ao risco, enquanto moedas sensíveis ao risco, como o Dólar Neozelandês, permanecem sob pressão.

Os Estados Unidos (EUA) realizaram ataques pelo sexto dia consecutivo contra infraestruturas iranianas, incluindo alvos na região de Bandar Abbas. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) alertou que intensificaria a retaliação contra Washington e países que abrigam bases militares americanas. A IRGC também alegou ter atingido a base aérea Al Udeid dos EUA no Catar e ameaçou novas ações caso as operações americanas continuem.

Preocupações com potenciais interrupções no fornecimento global de energia também sustentam a demanda por ativos defensivos. Autoridades iranianas reiteraram que nenhum petróleo ou gás passaria pelo Estreito de Hormuz enquanto os ataques americanos continuassem, e levantaram a possibilidade de interromper outras rotas estratégicas de transporte de energia.

Do lado neozelandês, as perspectivas de política monetária oferecem algum suporte à moeda. Na semana passada, o Reserve Bank of New Zealand (RBNZ) elevou sua Taxa de Câmbio Oficial (OCR) em 25 pontos base para 2.5% e indicou que novos aumentos poderiam ser necessários devido ao risco de inflação persistente.

Essa postura foi reforçada por comentários do economista-chefe do RBNZ, Paul Conway, que afirmou que o conflito no Oriente Médio estava complicando o cenário da política monetária ao aumentar os riscos inflacionários ligados a choques de oferta. Segundo Conway, os desenvolvimentos recentes aumentaram os riscos de alta para as projeções de inflação do banco central para o terceiro trimestre. Apesar desse suporte fundamental, o ambiente predominante de aversão ao risco continua favorecendo o Dólar Americano no curto prazo.