A inflação na Zona do Euro, que veio abaixo do esperado em junho, tende a diminuir a pressão sobre o Banco Central Europeu (BCE) e reforça a probabilidade de uma decisão de “esperar para ver” na reunião de julho, segundo análise da Nordea. Anders Svendsen e Tuuli Koivu, economistas da Nordea, destacam que a queda nos preços de energia e alimentos foi o principal fator por trás dessa surpresa. No entanto, eles preveem que os efeitos de segunda ordem decorrentes do conflito no Oriente Médio manterão a inflação acima da meta por vários anos.
A redução dos riscos inflacionários pode apoiar uma postura mais cautelosa por parte do BCE. “A inflação na Zona do Euro abaixo do esperado em junho deve aliviar as preocupações dentro do Conselho do BCE, aumentando a probabilidade de uma decisão de ‘esperar para ver’ na reunião de julho.”, afirmam os analistas.
“Os preços de energia caíram acentuadamente em junho, e outro declínio é provável em julho, à medida que os efeitos completos da queda nos preços do petróleo chegam aos preços ao consumidor.”, acrescentam.
“Olhando para frente, ainda esperamos que os efeitos de segunda ordem da guerra no Oriente Médio se manifestem nos preços dos alimentos e nos preços de bens essenciais.”, alertam.
“Assim, mantemos uma projeção ligeiramente ascendente para o restante do ano, enquanto os mercados reduziram as taxas de inflação implícitas acentuadamente com a queda nos preços do petróleo.”, concluem.
“Nossa previsão, bem como as expectativas implícitas do mercado, apontam para uma inflação permanecendo acima da meta em 2027, enquanto as projeções do staff do BCE mostram a inflação retornando a 2% até meados do próximo ano.”


