O Dólar Canadense (CAD) se fortalece com a queda do Dólar Americano (USD), apesar das expectativas de juros mais altos por parte do Federal Reserve (Fed). O par USD/CAD perde terreno, com o Dólar Americano enfraquecendo mesmo diante de expectativas crescentes de elevações futuras nas taxas de juros pelo Fed.
A ferramenta CME FedWatch indica que os mercados agora precificam uma probabilidade de 83,1% de aumentos nas taxas até o final de dezembro.
O Dólar Canadense enfrenta dificuldades à medida que o alívio nas tensões EUA-Irã esfria o mercado global de petróleo.
O par USD/CAD interrompe sua sequência de ganhos iniciada em 10 de junho, sendo negociado em torno de 1,4230 durante as horas asiáticas de quinta-feira. O par de moedas deprecia à medida que o Dólar Americano (USD) enfraquece, apesar das crescentes expectativas do mercado de elevações nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) ainda este ano.
Os traders estão se posicionando para uma política monetária mais restritiva após o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, sinalizar um foco firme em conter a inflação, observando que a economia em geral permanece em bases estáveis. Refletindo essa mudança hawkish, a ferramenta CME FedWatch mostra que os mercados agora precificam uma probabilidade de 83,1% de aumentos nas taxas até o final de dezembro.
O foco dos traders agora se volta para a próxima divulgação dos dados de Gastos com Consumo Pessoal (PCE) dos EUA, onde a inflação principal deve aquecer para 4,1% em base anual em maio, ante os 3,8% de abril, e o núcleo do PCE deve subir para 3,4% em base anual.
O Dólar Canadense (CAD), atrelado a commodities, está lutando contra seu par americano, pois o alívio das tensões geopolíticas entre os EUA e o Irã esfria o mercado global de petróleo. Preços mais baixos do petróleo atingem diretamente a economia canadense, pois o Canadá é o maior exportador de petróleo bruto para os Estados Unidos.
Os suprimentos globais de petróleo estão melhorando rapidamente após o progresso nas negociações de paz entre EUA e Irã, que restaurou a confiança no transporte marítimo e incentivou os petroleiros a transitarem pelo crítico Estreito de Ormuz com seus sinais de rastreamento ativados.
Ressaltando esse aumento na oferta, o Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, declarou no Reuters Global Energy Forum em Nova York que cerca de 20 milhões de barris de petróleo saíram do Estreito em uma única janela de 24 horas, marcando um retorno claro aos fluxos operacionais normais.
Dados de transporte confirmam essa recuperação, mostrando que três petroleiros anteriormente encalhados, transportando 5 milhões de barris de petróleo bruto, finalmente saíram do Golfo na quarta-feira sob o acordo diplomático provisório. A oferta disponível deve expandir ainda mais devido a uma isenção temporária dos EUA que permite a compra de petróleo iraniano já carregado.
Agravando a pressão sobre o Dólar Canadense, o rendimento dos títulos do governo canadense de 10 anos caiu para o menor nível em três meses, em 3,36%, no final de junho, pois sinais de resfriamento na inflação doméstica subjacente reforçam as expectativas de que o Banco do Canadá (BoC) se absterá de aumentar as taxas de juros pelo resto do ano.
