O ouro (XAU/USD) estende as perdas pelo segundo dia consecutivo nesta quarta-feira, com o Índice do Dólar Americano (DXY) atingindo máximas de 13 meses perto de 102,00. O metal precioso rompeu a linha de US$ 4.100 e se dirige para testar as mínimas do ano até o momento (YTD), em US$ 4.023, e possivelmente o nível psicológico de US$ 4.000.
Os metais preciosos permanecem sob forte pressão vendedora, à medida que os investidores se preparam para aumentos nas taxas de juros do Federal Reserve (Fed) no segundo semestre do ano. Indicadores macroeconômicos dos EUA e a inflação persistentemente alta levaram os formuladores de política do Fed a adotar uma retórica inequivocamente hawkish nas últimas semanas, impulsionando os rendimentos dos EUA e o Dólar Americano para cima.
Além disso, os mercados de ações em todo o mundo registraram perdas significativas em meio a uma forte liquidação de ações de tecnologia, deixando os investidores se perguntando se a bolha de IA está finalmente estourando. Preocupações com o impacto de um potencial estouro da IA em uma economia global ainda abalada pelo conflito no Oriente Médio estão fornecendo suporte adicional ao USD, considerado um porto seguro.
Análise Técnica: Vendedores de olho na área psicológica de US$ 4.000
O XAU/USD está sendo negociado a US$ 4.061, estendendo uma fase de baixa com indicadores de momentum sugerindo espaço para mais desvalorização. O Índice de Força Relativa (RSI) de 4 horas (14) está próximo, mas ainda não em níveis de sobrevenda, e o Moving Average Convergence Divergence (MACD) está em território negativo, indicando pressão de queda persistente.
Os vendedores permanecem contidos acima da extensão de Fibonacci de 127,2% da queda da semana passada, em US$ 4.055, mas as tentativas superficiais de alta sugerem que a mínima do ano até o momento (YTD), em US$ 4.233, provavelmente será retestada. Abaixo disso, o nível de US$ 4.000 pode oferecer algum suporte antes da extensão de Fibonacci de 161,8% do ciclo mencionado, em US$ 3.964.
Na ponta superior, qualquer recuperação corretiva provavelmente enfrentará dificuldades nas máximas de terça-feira, perto de US$ 4.145, e no pico de segunda-feira, em torno de US$ 4.220, antes da linha de tendência de baixa das máximas de início de março, agora em torno de US$ 4.355.
(A análise técnica desta matéria foi escrita com a ajuda de uma ferramenta de IA.)


