A Nomura, por meio de Andrzej Szczepaniak e sua equipe, espera que o Banco Central Europeu (BCE) dê início a uma fase de recalibração na reunião de 11 de junho, com um aumento de 25 pontos base na taxa de depósito para 2,25%. A instituição vê o movimento como um passo de sinalização para evitar que as expectativas de inflação se desvinculem, mantendo a orientação de aperto quantitativo inalterada e projetando a inflação do HICP em torno da meta até o quarto trimestre de 2028.
A Nomura considera que a alta de junho será focada em sinalização. “Preveemos um aumento de 25 pb na taxa de depósito do BCE para 2,25% em sua reunião de 11 de junho. Acreditamos que essa alta deve ser interpretada como um sinal para consumidores e empresas de que o BCE não permitirá que as expectativas de inflação subam e se desvinculem, e que não deixará a inflação sem controle.”, afirma a instituição.
Além disso, a Nomura acredita que a visão do BCE sobre o limite superior da taxa neutra provavelmente subiu (era anteriormente 2,25% na versão de banda estreita), o que significa que o BCE poderia justificar algumas altas de taxa como sinal de que não deixará as expectativas de inflação ou a inflação sem controle, sem afetar adversamente o crescimento econômico.
“Portanto, vemos a reunião de junho como o início da fase de ‘recalibração'”, conclui a análise. A decisão de elevar as taxas em junho deve ser unânime. Diversos membros do BCE falaram sobre a probabilidade de uma alta em junho, desde membros hawkish, como Schnabel e Nagel, até membros dovish, como Stourneras.


