Risco de rotação de setores ganha força em junho durante rebalanceamento, aponta BNY

A BNY, por meio de Bob Savage, observa que tanto investidores de varejo quanto institucionais aproveitaram a fraqueza de abril no mercado de ações dos EUA, mas o momentum está esgotando. A exposição a energia e tecnologia está elevada, e o rebalanceamento de junho, que marca o fim do trimestre e do semestre, é um fator-chave para entender o ambiente atual.

“O rebalanceamento de junho é essencial para entender o cenário de ações, especialmente nos EUA. As posições institucionais em energia e TI estão acima da média de 10 anos”, afirma Savage. Há um risco de desfazimento maior das operações em energia e TI, testando a reação de compra na queda.

“À medida que entramos no segundo semestre, o mercado parece entrar em uma nova fase, onde liquidez, entrega de resultados e expectativas de política monetária pesam mais que manchetes geopolíticas”, complementa. A pergunta é se a mentalidade de compra na queda permanecerá intacta diante de correções mais significativas.

Esperamos maior rotação setorial e dispersão de performance, com fundamentos ganhando importância à medida que o mercado transita de ganhos impulsionados por momentum para um ambiente mais seletivo e sensível a valuation.