O dólar canadense (CAD) opera em desvantagem frente ao dólar americano (USD) na segunda-feira, com o USD/CAD negociando em torno de 1.3834, alta de quase 0,27% no dia, impulsionado por tensões renovadas no Oriente Médio que fortalecem o dólar.
A agência de notícias semi-oficial Tasnim reportou que Teerã suspendeu negociações com Washington devido às operações militares contínuas de Israel no Líbano contra o Hezbollah. Ainda, o Irã prometeu bloquear totalmente o Estreito de Ormuz.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que “um cessar-fogo no Líbano é parte integrante de qualquer acordo para encerrar a guerra com os Estados Unidos”.
O presidente Donald Trump tentou acalmar os mercados, afirmando no Truth Social que teve uma “chamada muito boa” com representantes do Hezbollah e que “todo disparo irá parar”. Após os comentários, o índice do dólar americano (DXY) recuou parte de seus ganhos intradiários, negociando em torno de 99.16.
O dólar canadense também é pressionado por dados fracos do PIB divulgados na semana passada. A vice-governadora sênior do Banco do Canadá (BoC), Carolyn Rogers, observou que “dois trimestres de declínio do PIB atendem a uma definição de recessão”, mas ressaltou a necessidade de cautela com indicadores isolados.
O crescimento econômico desacelerado pode aliviar a pressão sobre o BoC para elevar as taxas de juros, mesmo com a perspectiva inflacionária se deteriorando com os preços do petróleo em alta. Nos EUA, a inflação permanece acima da meta de 2% do Fed, reforçando expectativas de que as taxas permaneçam elevadas por mais tempo.
Em dados, o PMI de manufatura dos EUA subiu para 54 em maio, enquanto o PMI do Canadense caiu para 52.9. A atenção agora se volta para os dados de mercado de trabalho dos EUA e do Canadá na sexta-feira para novas pistas sobre a perspectiva de taxas de juros.
