Analistas da MUFG destacam que o Banco Central Europeu (BCE) é amplamente esperado para elevar taxas de juros em sua reunião de 11 de junho, com os mercados focados nas orientações futuras para o euro. Isabel Schnabel, membro do conselho executivo do BCE, alertou que a instituição não pode mais ignorar o choque energético, e que o aumento dos riscos de desancoragem das expectativas de inflação, junto com dados mais firmes do CPI da zona do euro, argumentam a favor de uma ação já amplamente precificada.
“Nove bancos centrais do G10 se reunirão este mês, com apenas o RBNZ não se reunindo, e provavelmente veremos alguns desses bancos centrais agirem, apesar da incerteza contínua relacionada ao conflito no Oriente Médio. O mercado de OIS indica que há dois bancos centrais mais prováveis de agir – o BCE e o BoJ”, afirma a nota.
“Isabel Schnabel declarou na Coreia do Sul que o BCE não pode mais ‘ignorar este choque’ e que o ‘risco de desancoragem das expectativas de inflação está aumentando’. Seus comentários ecoaram os do presidente Lagarde na semana passada, também na Ásia, que falou sobre a importância da ‘credibilidade’ e que essa credibilidade é ‘conquistada através da ação’.”
“Agora há muito pouca dúvida de que o BCE agirá na reunião de 11 de junho. Os dados de inflação da semana passada apontam para uma alta nos dados anuais do CPI da zona do euro, a serem divulgados amanhã, de 3,0% para 3,2% – também a estimativa da MUFG. A decisão está próxima de ser precificada, então a chave para o euro serão as orientações futuras sobre a possibilidade de um aumento adicional.”
Este artigo foi criado com a ajuda de uma ferramenta de Inteligência Artificial e revisado por um editor.