O iene japonês se desvaloriza com o dólar americano mais forte e os preços elevados do petróleo pressionando o sentimento.
O USD/JPY segue para a segunda semana consecutiva de alta, enquanto o dólar permanece com amplo suporte.
Os traders cada vez mais precificam a possibilidade de um aumento de taxas do Fed até o fim do ano, após dados mais fortes de expectativas de inflação nos EUA.
Dados de inflação mais fracos no Japão pouco alteram as expectativas para um possível aumento de taxas do Banco do Japão em junho.
O USD/JPY mantém-se firme na sexta-feira, confinado dentro da faixa de negociação da semana, após a suspeita de intervenção das autoridades japonesas no final de abril. No momento da escrita, o par negocia próximo a 159,20.
O dólar americano (USD) permanece com suporte, pois não há progresso significativo nos esforços diplomáticos para encerrar a guerra no Oriente Médio, enquanto desacordos sobre o programa nuclear do Irã continuam a pesar nas negociações. O Dólar Index (DXY) permanece próximo a máximas de seis semanas, em torno de 99,32.
Em contraste, os preços elevados do petróleo, ligados a riscos de interrupção de suprimentos no Estreito de Ormuz, continuam a pesar sobre o iene japonês (JPY), pois o Japão depende fortemente de energia importada do Oriente Médio.
O índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan caiu para 44,8 em maio, enquanto as expectativas de inflação do consumidor a 1 ano subiram para 4,8%. Isso sinaliza preocupações crescentes dos consumidores com o impacto dos preços mais altos do petróleo.
Os traders estão cada vez mais precificando a possibilidade de um aumento de taxas do Federal Reserve (Fed) até o fim do ano, em comparação com expectativas anteriores de pelo menos dois cortes de taxas.
Wall Street e o governador do Fed, Christopher Waller, destacaram que a inflação permanecerá a força motriz nas decisões de política futura.
No Japão, os dados de inflação divulgados mais cedo ficaram abaixo das expectativas, mas os traders ainda esperam que o Banco do Japão (BoJ) aumente as taxas de juros em sua reunião de junho.



