O ouro recua mais de 2% com as tensões entre EUA e Irã elevando os preços do petróleo. O XAU/USD negocia em US$ 4.551, após ter atingido um mínimo de US$ 4.511, pressionado pelo aumento dos juros dos títulos do Tesouro e pela expectativa de que o Fed mantenha a política monetária restritiva.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA dispararam, com a nota de 10 anos atingindo máximas anuais de 4,591%, em alta de 10 pontos base. O índice do dólar (DXY) também subiu 0,33%, para 99,19. As notícias sobre a impaciência do presidente Donald Trump com o Irã elevaram os preços do petróleo, alimentando especulações sobre uma retomada das hostilidades.
Dados de inflação divulgados na terça e quarta-feira eliminaram as chances de um alívio do Fed, um fator adverso para o ouro, que costuma se beneficiar de ambientes de taxas de juros baixas. Sob a nova presidência de Kevin Warsh, o Fed deve manter as taxas inalteradas em junho e até o fim do ano, segundo dados do Prime Terminal.
Políticos do Fed destacaram esta semana que conter a inflação continua sendo uma prioridade, com alguns deixando em aberto a possibilidade de novos aumentos de taxas se as pressões de preços persistirem. A produção industrial dos EUA subiu 0,7% em abril, superando as previsões de 0,3%.
Do ponto de vista técnico, o ouro deve se consolidar entre US$ 4.500 e US$ 4.650 no curto prazo. O momentum é claramente baixista, com o RSI indicando condições de sobrecompra. Se o XAU/USD ultrapassar a área de interesse em US$ 4.500, as perdas podem se estender para US$ 4.351 e, em seguida, para a média móvel de 200 dias em US$ 4.322. No lado positivo, a recuperação acima de US$ 4.600 pode levar a resistência em US$ 4.662 e, posteriormente, a US$ 4.700.


