Dólar canadense oscila pouco enquanto traders adotam postura cautelosa antes de cimeira EUA-China

O USD/CAD permanece calmo após seis dias de ganhos, negociando próximo a 1,3700 durante o horário asiático na quinta-feira. O par permanece silencioso enquanto o Dólar dos EUA (USD) oscila pouco, com cautela prevalecendo no mercado antes de uma cimeira pivotal em Pequim entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping. Os traders também mudarão o foco para o relatório de Vendas no Varejo dos EUA para abril, devido mais tarde no dia.

Enquanto as duas maiores economias do mundo tentam estabilizar sua relação, relatos indicam que estão considerando um framework para reduzir tarifas em cerca de US$ 30 bilhões em mercadorias, excluindo aquelas ligadas à segurança nacional. No entanto, as tensões geopolíticas permanecem um fator importante. A cimeira ocorre contra o pano de fundo da guerra no Irã. Washington aumentou recentemente a pressão sobre Teerã ao impor novas sanções a entidades envolvidas na venda de petróleo iraniano à China e ameaçando bancos que facilitam essas transações.

Na quarta-feira, o Bureau of Labor Statistics (BLS) dos EUA relatou que a inflação atacaregou seu nível mais alto desde o final de 2022. O Índice de Preços do Produtor (PPI) subiu para 6,0% interanual em abril, ante 4,3% em março e bem acima dos 4,9% esperados pelo mercado. Na base mensal, o PPI aumentou 1,4%, dobrando o aumento de 0,7% do mês anterior e superando em muito a alta antecipada de 0,5%.

O par USD/CAD pode recuperar terreno, pois o dólar canadense (CAD), ligado a commodities, pode perder valor em meio a preços mais baixos do petróleo, dado o status do Canadá como o maior exportador de cru para os Estados Unidos (EUA).

No entanto, preocupações com a oferta de petróleo também pairam sobre o mercado, pois a Administração de Informação Energética (EIA) dos EUA afirmou que os fluxos de cru e combustível pelo Estreito de Hormuz caíram quase 6 milhões de barris por dia no primeiro trimestre após o surto do conflito no Oriente Médio no final de fevereiro.