O petróleo WTI (West Texas Intermediate) continua em queda pela segunda sessão consecutiva, negociando próximo a US$ 96,80 por barril durante o horário de mercado asiático na quinta-feira. A desvalorização ocorre enquanto os traders aguardam com cautela a cúpula de alto risco em Pequim entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping.
A reunião marca a primeira visita de Estado de um líder dos EUA à China em nove anos. Enquanto as duas maiores economias do mundo tentam estabilizar suas relações, relatos indicam que estão considerando um acordo para reduzir tarifas em cerca de US$ 30 bilhões em produtos, excluindo itens vitais para a segurança nacional.
No entanto, as tensões geopolíticas permanecem um fator importante. A cúpula ocorre em meio à guerra no Irã. Washington aumentou recentemente a pressão sobre Teerã ao impor novas sanções a entidades envolvidas na venda de petróleo iraniano à China e ameaçar bancos que facilitam essas transações.
Preocupações com a oferta de petróleo também pairam sobre o mercado. De acordo com a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA), os fluxos de petróleo e combustível pelo Estreito de Hormuz caíram quase 6 milhões de barris por dia no primeiro trimestre, após o início do conflito no Oriente Médio no final de fevereiro.
Além disso, a Agência Internacional de Energia (IEA) alertou que o mercado global de petróleo provavelmente enfrentará um déficit significativo até outubro, mesmo que o conflito termine já no próximo mês. Isso é agravado por notícias da Arábia Saudita, que informou à OPEP que sua produção de petróleo caiu para o menor nível desde 1990.


