Dólar busca refúgio em meio a riscos geopolíticos persistentes, aponta BNY

A análise da BNY, divulgada pela FXStreet, descreve um cenário frágil de risco, com investidores monitorando o Estreito de Hormuz como um indicador crucial para o alívio do fornecimento de energia. Apesar das dúvidas sobre um cessar-fogo após trocas de tiros entre Irã e EUA, os ativos de risco estão mais firmes, o petróleo está mais baixo, o ouro mais alto e o dólar com demanda. Dados econômicos dos EUA, falas de representantes do Fed e desenvolvimentos políticos em torno de Trump e Xi são vistos como principais impulsionadores das expectativas de política.

Ativos de risco estão firmes com o dólar apoiado. “Rastrear os navios que passam pelo Estreito de Hormuz continua sendo o principal barômetro de risco para os investidores, enquanto observam o alívio do fornecimento de energia. As dúvidas sobre o cessar-fogo aumentaram ontem após o Irã e os EUA trocarem tiros e os Emirados Árabes Unidos sofrerem ataques significativos com mísseis, mas isso não escalou hoje. A volatilidade inerente à situação continua”, afirma Bob Savage, da BNY.

“No entanto, os ativos de risco estão mais altos, com ações majoritariamente em alta e petróleo em baixa, enquanto o dólar tem demanda e o ouro está mais alto”, complementa. “O foco do dia permanecerá no trégua com o Irã e nas esperanças contínuas de que o Projeto Liberdade trará alívio energético. Além disso, os dados econômicos dos EUA serão importantes, com os números JOLTS e de comércio servindo como guias para a política.”

“As reuniões de Trump e Xi na próxima semana estão começando a importar para os mercados, com comércio e geopolítica definindo a agenda. Falas do Fed e sua interpretação da política manterão a política monetária em foco. Ações e títulos ainda não se equilibraram, testando a apetite de risco de varejo versus institucional”, conclui a análise.