A China formalmente invocou, pela primeira vez, sua Lei de Bloqueio de 2021 para proibir o cumprimento de sanções recentes dos EUA que visam cinco refinarias chinesas por suposta participação em transações de petróleo iraniano.
De acordo com Michael Wan, da MUFG, essa ação altera o mecanismo de transmissão das sanções secundárias dos EUA, aumentando o risco legal para terceiros que continuem a cumprir as medidas americanas. A regra tem como objetivo demonstrar que o cumprimento de sanções extraterritoriais injustificadas pode não ser a opção mais segura.
O analista destaca que se trata de um desenvolvimento muito significativo, especialmente em um contexto de planejamento de uma cúpula entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump. Espera-se que a China adote medidas mais ofensivas para proteger seus interesses, caso este episódio demonstre sua capacidade de resistir à imposição de sanções dos EUA.


