Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), detalhou a decisão da instituição de manter as taxas de juros inalteradas na reunião de política monetária de abril. Durante a coletiva de imprensa, a autoridade destacou a eficácia dos instrumentos atuais e ofereceu insights sobre as perspectivas macroeconômicas da Zona Euro.
Juros como ferramenta central
Lagarde foi enfática ao afirmar que as taxas de juros permanecem como o “melhor instrumento que podemos usar” para controlar a inflação e estabilizar a economia. Segundo a presidente, a função de reação do BCE está fundamentada em três pilares principais: a meta de inflação de 2%, a simetria dessa meta e o tipo de desvio observado em relação ao objetivo central.
Estagflação fora de cogitação
Ao ser questionada sobre os riscos de um baixo crescimento acompanhado de inflação alta, Lagarde buscou distanciar o cenário atual de crises passadas. “Estagflação é um termo que é melhor deixar estacionado nos anos 1970”, afirmou, reforçando que o BCE não aplica essa definição às circunstâncias econômicas vigentes.
Liquidez e próximos passos
A presidente informou que o conselho não discutiu a criação de novas ferramentas, ressaltando que o sistema conta com “abundância de liquidez”. Para o futuro próximo, o mercado deve voltar as atenções para a reunião de junho, quando o BCE publicará seus cenários macroeconômicos revisados, que servirão de base para as próximas decisões de política monetária.

