O par USD/CAD opera em leve queda nesta quinta-feira, negociado em torno de 1.3680 durante a sessão asiática. Embora o par tenha mostrado estabilidade no pregão anterior, o viés de baixa pode ser limitado pela pressão sobre o Dólar Canadense (CAD), que costuma sofrer com a desvalorização das commodities, dado que o país é o maior exportador de óleo bruto para os Estados Unidos.
O petróleo West Texas Intermediate (WTI) recuou após três dias de ganhos, cotado próximo a $104.00 por barril. No entanto, analistas preveem um possível rebote nos preços devido ao agravamento do bloqueio naval em portos iranianos e à saída inesperada dos Emirados Árabes Unidos da OPEP.
Setor de Energia no Radar
O setor de óleo e gás do Canadá voltou a atrair o interesse de gigantes globais. Com o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, a estabilidade canadense tornou-se um diferencial competitivo. Exemplo disso é o acordo de $16,4 bilhões da Shell para adquirir a ARC Resources. Outras majors como TotalEnergies, ConocoPhillips, Equinor e BP também reavaliam ativos no país.
Fed e a Força do Dólar Americano
Apesar da leve correção do Dólar Americano (USD), o cenário fundamentalista permanece favorável à moeda norte-americana. O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) decidiu manter as taxas de juros no intervalo de 3,5% a 3,75%, com uma votação de 8 a 4 — a primeira vez com quatro dissidências desde 1992.
O tom hawkish do Federal Reserve, reforçado por Jerome Powell, destaca que a inflação segue elevada, impulsionada pelos preços globais de energia. Além disso, a nomeação de Kevin Warsh por Donald Trump para suceder Powell é vista pelo mercado como um sinal de continuidade em uma política monetária rigorosa, o que sustenta a demanda por safe-haven no curto prazo.

