O DXY registrou uma alta de aproximadamente 0,4% nesta quarta-feira, recuperando-se de uma mínima de 98,57 para superar a marca de 99,00 durante a sessão intradiária. O índice atingiu o pico próximo a 99,05 durante a coletiva de imprensa de Jerome Powell, antes de ceder levemente para a faixa de 98,98 na hora final de negociação.
O Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros (federal funds rate) no intervalo de 3,50% a 3,75% pela terceira reunião consecutiva. No entanto, o tom do comunicado endureceu, alterando a classificação da inflação de “um pouco elevada” para “elevada”, citando a alta nos preços globais de energia e as incertezas geopolíticas no Oriente Médio.
Votação dividida e tom hawkish
A decisão do FOMC, com um placar de 8 a 4, marcou o maior número de dissidências desde outubro de 1992. Enquanto Stephen Miran defendeu um corte de 25 pontos-base, Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan votaram pela manutenção, mas se opuseram à inclusão do viés de flexibilização (easing bias) no comunicado oficial.
Em sua coletiva, Powell descreveu a decisão como “mais equilibrada do que em março” e destacou que o choque nos preços de energia ainda não atingiu o pico. O chair do Fed sinalizou que uma mudança na postura de flexibilização pode ocorrer já na próxima reunião, enfatizando que deseja ver o fim das pressões de tarifas e energia antes de considerar qualquer corte nas taxas. Essas declarações hawkish impulsionaram o dólar americano para novas máximas do dia, antes de uma leve correção no fechamento.

