Trump prevê vitória iminente e fim do conflito com o Irã; Petróleo WTI reage em alta

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o conflito com o Irã está próximo de um desfecho favorável aos interesses americanos. Em entrevista à FOX News no domingo, o republicano afirmou categoricamente: “A guerra com o Irã terminará em breve e seremos vitoriosos”.

A fala ocorreu em um momento de ajuste diplomático, após Trump cancelar o envio de uma delegação ao Paquistão que teria como objetivo abrir canais de negociação direta com Teerã. Entre os principais pontos destacados pelo presidente, destacam-se:

  • Abertura para diálogo: Trump afirmou que, caso o Irã deseje negociar, poderá fazê-lo diretamente por telefone.
  • Postura estratégica: O presidente ressaltou que incidentes recentes não o impedirão de vencer o conflito, embora tenha admitido que lida com interlocutores de diferentes níveis de racionalidade.
  • Crítica à OTAN: Houve uma queixa explícita sobre a falta de apoio dos aliados da OTAN em relação à estratégia contra o Irã.
  • Questão Nuclear: Trump reiterou que a apreensão de material nuclear iraniano é uma condição inegociável nas tratativas.

Além do cenário no Oriente Médio, Trump mencionou que planeja conversas com Putin e Zelenskiy sobre a situação na Ucrânia e comentou sobre a China, afirmando que, embora Pequim pudesse fazer mais, o cenário atual não é totalmente decepcionante.

Reação dos Mercados

O mercado de commodities reagiu prontamente às declarações e à incerteza geopolítica. No momento da publicação, o petróleo West Texas Intermediate (WTI) operava em alta de 1,25%, cotado a US$ 94,30. A volatilidade reflete o receio de interrupções na oferta global, especialmente considerando a importância do Estreito de Ormuz para o fluxo de óleo bruto.

Analistas observam que, enquanto o dólar americano (DXY) mantém força devido à aversão ao risco, ativos como o Ouro e o Bitcoin apresentam comportamentos distintos, com o metal precioso lutando para manter o suporte acima de US$ 4.700 em meio a temores inflacionários renovados.