DXY: Reprecificação do Fed impulsiona o dólar após dados resilientes, aponta Deutsche Bank

Analistas do Deutsche Bank observam que os dados robustos do Índice de Gerentes de Compras (PMI) dos Estados Unidos reforçaram a percepção de resiliência econômica e o aumento das pressões sobre os preços. Esse cenário levou os mercados a reduzirem as expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed).

Com apenas uma pequena probabilidade de flexibilização monetária precificada para o final do ano e os yields dos títulos americanos mais firmes, o pano de fundo torna-se amplamente favorável ao Índice Dólar (DXY).

Resiliência dos EUA limita apostas em cortes do Fed

“De fato, o PMI composto preliminar de abril subiu para 52,0 (contra 50,6 esperados), com os dados de manufatura (54,0) e serviços (51,3) vindo acima das projeções, enquanto os subíndices também apontaram para pressões inflacionárias crescentes”, destacou o banco.

Essa leitura fez com que o mercado reduzisse a precificação de cortes remanescentes do Fed. Atualmente, a chance de uma redução até o final do ano é de apenas 20%, ante os 30% registrados no fechamento de quarta-feira.

Apesar do fluxo constante de notícias sem sinais de desescalada geopolítica, os preços do petróleo mantiveram a maior parte de seus ganhos. Simultaneamente, os rendimentos dos Treasuries de 2 anos (+3,6 bps) e de 10 anos (+2,3 bps) encerraram o dia em alta.

Houve uma estabilização desses movimentos durante a noite, com os futuros do S&P 500 (-0,06%) e os yields de 10 anos operando com pouca variação.