O analista sênior de câmbio do MUFG, Lloyd Chan, observa que a estagnação nas negociações entre Estados Unidos e Irã, somada à prorrogação do cessar-fogo por parte dos EUA, transformou o conflito em um impasse prolongado. Com a manutenção do bloqueio aos portos iranianos, os riscos de interrupção nos fluxos de energia através do Estreito de Ormuz permanecem no radar do mercado.
O petróleo Brent para entrega em junho segue operando em patamares elevados, próximo à marca de USD 100 por barril. Enquanto isso, os mercados macroeconômicos mais amplos, incluindo o Índice Dólar (DXY) e os yields dos títulos do Tesouro dos EUA, apresentam um comportamento relativamente contido.
Geopolítica sustenta a cotação do Brent
“Uma segunda rodada de conversas entre EUA e Irã não se concretizou após Teerã rejeitar novos diálogos de paz, seguindo um engajamento inicial de alto nível que não resultou em resolução para o conflito. O presidente Trump estendeu unilateralmente o cronograma de cessar-fogo, mantendo uma trégua temporária até que as negociações sejam formalmente concluídas”, destaca o relatório.
Paralelamente, os EUA mantêm o bloqueio aos portos iranianos para impedir o escoamento de petróleo. O cenário evoluiu para um standoff duradouro, onde Washington utiliza a pressão econômica do bloqueio para forçar um acordo de paz, sob risco de nova escalada militar.
Para os mercados, esse ambiente sinaliza volatilidade contínua na oferta via Estreito de Ormuz. Embora o Brent teste o suporte de USD 100/bbl, o cenário macro global permanece estável, com o DXY orbitando os 98.4 e a Treasury de 10 anos mantendo-se próxima de 4.3%.


