O par EUR/GBP opera em baixa nesta terça-feira, com a Libra Esterlina (GBP) superando o desempenho do Euro (EUR) após dados resilientes do mercado de trabalho no Reino Unido. Paralelamente, a deterioração do sentimento econômico na Zona Euro adiciona pressão vendedora sobre a moeda comum.
No momento, o cruzamento é negociado em torno de 0.8700. Contudo, o par carece de um momentum direcional forte, permanecendo dentro de um range lateralizado, enquanto os traders mantêm cautela diante das tensões entre EUA e Irã e a incerteza sobre possíveis negociações de paz.
Sentimento na Zona Euro atinge níveis críticos
O sentimento europeu enfraqueceu notavelmente em abril. O Índice ZEW de Sentimento Econômico da Zona Euro caiu de -8,5 para -20,4, enquanto o índice da Alemanha recuou de -0,5 para -17,2. Ambos os indicadores vieram abaixo das expectativas do mercado.
A queda acentuada reflete como as tensões no Oriente Médio estão pesando nas perspectivas do bloco. Segundo o presidente do ZEW, Professor Achim Wambach, as empresas estão preocupadas com a escassez de energia a longo prazo, o que desestimula investimentos e enfraquece o impacto de estímulos governamentais.
Política Monetária e Dados do Reino Unido
Embora o mercado precifique possíveis altas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) devido à pressão do petróleo na inflação, os formuladores de política seguem cautelosos. O vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, e a presidente Christine Lagarde reforçaram a necessidade de analisar os dados diante da “tremenda incerteza”.
No Reino Unido, o Claimant Count subiu 26,8 mil em março, acima do esperado. No entanto, a taxa de desemprego ILO caiu para 4,9%, ante 5,2%, sugerindo resiliência. Esses dados indicam que o Bank of England (BoE) pode manter a paciência antes de qualquer flexibilização monetária. O foco agora se volta para os dados de inflação do Reino Unido, que serão divulgados nesta quarta-feira.
Uma pesquisa da Reuters mostrou que a totalidade dos 62 economistas consultados espera que o BoE mantenha a Bank Rate em 3,75% na reunião de abril, com a maioria prevendo manutenção das taxas pelo restante do ano.