O Dólar da Nova Zelândia (NZD) registra valorização pelo segundo dia consecutivo frente ao Dólar Americano (USD) nesta terça-feira. O movimento é sustentado por números de inflação mais fortes do que o previsto na Nova Zelândia e por um otimismo moderado quanto a uma possível resolução de conflitos no Oriente Médio. O par estende sua recuperação a partir das mínimas de 0,5850 registradas na segunda-feira, operando acima de 0,5900, com os compradores agora focados nas máximas da semana passada, na região de 0,5930.
Dados divulgados durante a sessão asiática de terça-feira revelaram que as pressões inflacionárias na Nova Zelândia, medidas pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI), permaneceram estáveis em uma taxa anual de 3,1% no primeiro trimestre, superando as expectativas do mercado de uma queda para 2,9%. Na comparação trimestral, a inflação acelerou 0,9%, ante 0,6% nos últimos três meses de 2025.
Esses números confirmam que a pressão sobre os preços continua acima da meta de 1% a 3% do Reserve Bank of New Zealand (RBNZ). Com os riscos inclinados para cima, em meio aos impactos geopolíticos globais, aumentam as apostas de que o RBNZ possa elevar as taxas de juros no curto prazo.
Análise Técnica
O NZD/USD opera em 0,5914 no momento da redação, com indicadores técnicos no gráfico de 4 horas destacando um viés levemente altista no curto prazo. O Índice de Força Relativa (RSI) em torno de 62 sugere um momentum positivo, mas ainda longe de condições de sobrecompra. O MACD (Moving Average Convergence Divergence) tornou-se ligeiramente positivo, indicando que a pressão de compra está aumentando gradualmente.
A resistência inicial surge na máxima de sexta-feira em 0,5930, seguida pela máxima de 10 de março em 0,5965. Acima disso, o nível psicológico de 0,6000 e as máximas de fevereiro perto de 0,6015 são os próximos alvos.
Por outro lado, as mínimas de segunda-feira na área de 0,5850 devem atuar como suporte imediato. Uma quebra confirmada abaixo desse nível aumentaria a pressão vendedora em direção à zona de 0,5800, que conteve os ursos em meados de abril.

