Futuros do Dow Jones operam estáveis enquanto Petróleo dispara 5% com escalada entre EUA e Irã

Os contratos futuros do Dow Jones Industrial Average encerraram a sessão de segunda-feira praticamente inalterados em relação ao fechamento de sexta-feira, ignorando a forte escalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã durante o fim de semana. Enquanto o índice de blue-chips manteve sua posição, o mercado de commodities reagiu com vigor aos riscos de oferta.

O presidente Trump confirmou que os EUA dispararam contra e apreenderam um navio de carga de bandeira iraniana no Golfo de Omã. Em resposta, o Irã se retirou das negociações de paz mediadas pelos americanos no Paquistão. Diante do cenário, o petróleo West Texas Intermediate (WTI) saltou 5%, sendo negociado acima de US$ 88 por barril, com o tráfego no Estreito de Ormuz permanecendo restrito e o cessar-fogo próximo do vencimento.

Resiliência no mercado acionário

Os futuros do DJIA chegaram a abrir em queda (gap de baixa) no domingo, testando a região de 49.100 pontos, mas recuperaram terreno durante a sessão americana para fechar próximos de 49.400. O S&P 500 recuou 0,4% e o Nasdaq Composite caiu 0,5%. Analistas notaram a ausência de um prêmio de risco significativo nas ações, dado que o mercado parece ter precificado os eventos geopolíticos como secundários em relação ao momentum recente.

Petróleo assume a precificação de risco

Diferente das ações, o petróleo refletiu imediatamente a deterioração geopolítica. O Brent também subiu, superando os US$ 94. A pressão compradora seguiu a confirmação de que o fluxo de navios no Estreito de Ormuz foi novamente limitado. Traders de crude, mais expostos ao risco físico de oferta, reagiram agressivamente ao bloqueio naval mantido pelos EUA.

Setores e perspectivas

No detalhe do pregão, o setor de software liderou as altas, com o ETF IGV subindo 0,6%. Notou-se a falta de uma rotação defensiva clássica, mesmo diante de ameaças de ataques a infraestruturas nacionais. Sem dados econômicos de primeira linha na agenda, a direção dos mercados na terça-feira dependerá de novas manchetes sobre o conflito e da manutenção do suporte do petróleo no patamar de US$ 88.