Economistas do Deutsche Bank observam um forte rally no S&P 500, que subiu em 9 das últimas 10 sessões e opera pouco abaixo do recorde histórico. Segundo eles, o movimento é sustentado pela redução das tensões geopolíticas, pela queda no preço do petróleo e pela melhoria no apetite ao risco, com volatilidade e spreads de crédito também se estreitando.
Renda variável apoiada por indicadores de estresse em queda
Diante disso, os mercados americanos apresentaram uma performance robusta, com as esperanças de um cessar-fogo e petróleo mais baixo ajudando bonds e ações. O S&P 500 fechou com alta de 1,18%, pouco abaixo do recorde de janeiro, tendo subido em 9 das últimas 10 sessões. O impulso veio principalmente dos Magníficos 7, que registraram a melhor performance em duas semanas, enquanto o Russell 2000, de small caps, avançou 1,32%.
Ontem, o S&P 500 fechou em alta de 1,18% perto do recorde, elevando o ganho para 9,8% nas últimas 10 sessões. É uma velocidade superior à recuperação após o Dia da Libertação no ano passado; não se via uma sequência de altas tão rápida em 10 sessões desde o rebound pós-Covid, em abril de 2020.
A expectativa de preços de energia mais baixos ajudou setores sensíveis ao ciclo, como Mídia (+3,5%), Automóveis (+3,4%) e Varejo de bens discricionários (+2,8%), a superar o mercado, enquanto Energia (-2,2%) e Bancos (-0,9%) ficaram para trás. Além disso, sinais de alívio no estresse financeiro foram observados de forma mais ampla, com o índice VIX caindo para 18,36 pontos, o menor desde o fim de fevereiro, antes das greves.
Além disso, os spreads de crédito high yield dos EUA recuaram 11 pontos-base, atingindo o nível mais estreito em dois meses, em 268 pontos-base.

