Nova análise de BNP Paribas aponta como as economias do Golfo estão absorvendo o choque derivado do conflito regional. Exportações de petróleo sofreram interrupções no Estreito de Ormuz, com Bahrain, Kuwait e Qatar entre os mais impactados; Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, por sua vez, colhem parte dos ganhos com preços mais elevados.
Apesar de uma possível contração do PIB regional e pressões sobre turismo, transporte e imobiliário, fundamentos macroeconômicos sólidos e grandes fundos soberanos sustentam a resiliência, embora o aumento do risco geopolítico possa restringir fluxos de investimento estrangeiro no curto prazo.
Choque de conflito versus fundamentos fortes
A reabertura do Estreito de Ormuz será crucial. Exceto pelo Omã, apenas Arábia Saudita e Emirados conseguem contornar o estreito, ainda que para volumes limitados.
Para esses três países, a elevação dos preços globais do petróleo deve compensar parcialmente a queda no volume de exportação.
Considerando a importância dos hidrocarbonetos para as economias da região, é provável que haja contração do PIB regional neste ano.
Felizmente, os fundamentos macroeconômicos apoiam a capacidade de absorção do choque. A médio prazo, é possível observar uma mudança de prioridades para sustentar as próprias economias, resultando em desaceleração dos investimentos estrangeiros.

