Especialistas da Rabobank observam que ativos norte-americanos sobem mesmo diante de tensões ligadas à energia, com o mercado avaliando como a crise no Estreito de Ormuz pode pressionar os custos energéticos. Eles ressaltam que os próximos dados do Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA e o Índice de Otimismo das Pequenas Empresas (NFIB) serão cruciais para entender a inflação no nível upstream, o poder de precificação e os custos com mão de obra, sugerindo que o rumo do dólar dependerá de como as pressões energéticas e da cadeia de suprimentos se refletem na dinâmica inflacionária norte-americana.
PPI e NFIB em foco para os mercados
Hoje saem os dados do PPI dos EUA, com o mercado atento a sinais de que tensões com energia e cadeias de suprimento estão elevando a inflação no upstream. Também temos o NFIB, cujo índice de otimismo das pequenas empresas será monitorado para indicar, entre outros pontos, o poder de precificação e os custos com mão de obra.
As ações americanas fecharam em alta e o petróleo opera em queda, com o Brent abaixo de dois por cento na tela, o que nem sempre reflete o cenário no mercado físico. Pode haver lógica por trás desse otimismo, influenciado por uma maioria que foca em não se deixar levar por más notícias enquanto uma minoria tenta antecipar crises desse tipo.
No campo diplomático, negociações nos bastidores continuam, acompanhadas de bloqueios. O vice-presidente Vance sinaliza a possibilidade de um “grande acordo”, mas “a bola está no lado do Irã” — e o Irã, segundo relatos, aceitaria suspender o enriquecimento de urânio por cinco anos apenas após os EUA terem pedido uma paralisação de 20 anos. Isso sugere que pode haver movimentos no aspecto nuclear, o que poderia destravar outras etapas das negociações.