Resumo estratégico: Especialistas da DBS apontam que a estagflação dominará as reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial, com a Ásia mais vulnerável pela dependência de insumos do Estreito de Hormuz.
Estagflação e exposição global ao Hormuz
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma mudança drástica ao ordenar que a Marinha passe a interceptar embarcações que utilizem o Estreito de Hormuz, sob a justificativa de interromper o fluxo de petróleo. O movimento é visto como uma campanha de coerção marítima que desafia aliados que não apoiaram a ação contra Teerã.
Ainda, após a Suprema Corte dos EUA limitar o uso da IEEPA para tarifas amplas, o governo parece empregar a segurança energética como alavanca contra parceiros comerciais na Europa e na Ásia.
O Panorama Econômico Mundial do FMI, programado para 14 de abril, deve sinalizar uma revisão para baixo das perspectivas de crescimento global, destacando a Ásia como a região mais vulnerável pela dependência de insumos industriales do Estreito.
Nesse contexto, a estagflação tende a dominar as discussões nas Reuniões de Primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington, DC.
A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, indicou que os preços globais devem levar tempo para recuar aos patamares observados antes do início da ação descrita como “Fúria Épica” em 27 de fevereiro.