Visão macro: dados mais recentes de inflação no México e as atas do Banxico indicam um viés mais dovish, com a autoridade monetária sinalizando espaço para cortes adicionais de juros caso as pressões energéticas permaneçam contidas. Enquanto isso, o peso mexicano tende a se desvalorizar nos próximos meses.
Resposta inflacionária suave e peso mais fraco
Em resumo, as atas confirmam a decisão recente do Banxico de reduzir juros, fortalecendo a leitura de que o banco central tende a manter um tom dovish e pode promover novos cortes ainda este ano. Não há necessidade de pânico nem de alterações na política de juros por causa da guerra no Irã nos próximos meses.
Além disso, as medidas fiscais aplicadas no começo do ano devem permanecer sem efeitos adicionais de segunda ordem sobre a inflação, com as projeções sendo revisadas para cima apenas de forma marginal.
Somente se os preços de energia permanecerem elevados por um período prolongado e essa inflação chegar aos componentes da inflação core, o Banxico poderia justificar um aumento de juros. Contudo, no cenário base atual, isso não é esperado.
Assim, projetamos uma depreciação contida do peso mexicano nos meses seguintes.
