Panorama do DXY
O Índice do Dólar (DXY), que mede o valor do dólar frente a uma cesta de seis moedas, operou sob forte pressão de venda nesta quarta-feira, recuando para mínimas de um mês após EUA e Irã anunciarem acordo de cessar-fogo de duas semanas.
O dólar havia contado com suporte em meio a demanda por liquidez e proteção, enquanto o petróleo subia e aumentava a pressão inflacionária que alimentava a expectativa de que a Reserva Federal manteria as taxas de juros altas por mais tempo, elevando os rendimentos dos títulos públicos e o próprio dólar.
Agora, traders estão fechando posições compradas no dólar à medida que o cessar-fogo reduz riscos geopolíticos imediatos. A queda nos rendimentos do Tesouro dos EUA reforça a pressão de baixa, com a queda do petróleo aliviando preocupações inflacionárias e reacendendo a expectativa de cortes de juros pela Fed.
Análise técnica
Do ponto de vista técnico, o DXY rompeu decisivamente um canal ascendente, sinalizando uma mudança na estrutura de curto prazo. O índice não conseguiu manter ganhos na faixa 100,00–100,50, uma zona de resistência que limitou as altas desde maio de 2025.
O movimento atual aproxima o preço de uma zona de confluência de suporte, onde as médias móveis de 50, 100 e 200 dias convergem pela região de 98,50–98,60. Manter-se acima dessa área pode trazer alguma estabilização de curto prazo; uma queda abaixo dela pode acelerar o momentum de baixa.
No lado de alta, o 99,00 funciona como resistência inicial, com uma barreira mais forte na faixa de 100,00–100,50. Ralis deverão enfrentar limites a menos que haja uma mudança sustentada acima dessa região.
O momentum também diminuiu, com o índice de força relativa (RSI, 14) recuando para a faixa baixa dos 40, e o MACD sinalizando momentum negativo.