Cobre: de retardatário a potencial destaque de desempenho mostra uma mudança de momento no mercado, com o metal vermelho ganhando força após ter ficado entre os piores integrantes do universo de metais, pressionado por estoques crescentes e perspectivas de oferta mista.
Sobrecarga de curto prazo, tensão de oferta de longo prazo
O cobre está entre os metais que mais se destacaram recentemente, reflexo de seu papel cíclico e dos fundamentos por trás da fraqueza de preço: os estoques na LME subiram bastante desde meados de janeiro, atingindo níveis não vistos desde 2018.
Enquanto isso, as perspectivas de oferta permanecem mistas. A notícia de que o governo do Panamá poderá permitir a venda de estoques de uma mineradora cuja mina de cobre ficou fechada em 2023 adiciona pressão adicional para baixo.
Além disso, o governo deve decidir nos próximos meses se as operações na mina podem ser retomadas; a decisão é esperada até junho.
Mais significativamente, a produção mineira no Chile, maior produtor mundial, enfrenta dificuldades. Em fevereiro, a produção mensal caiu para o menor nível em 10 anos.
Isso sugere que, assim que as preocupações econômicas atuais diminuírem, as incertezas sobre oferta devem retornar no médio/longo prazo, impulsionando os preços ainda mais.
