Ouro: Rally impulsionado por rendimentos e juros após cessar-fogo no Oriente Médio – Análise da Commerzbank

Relatório da Commerzbank aponta que o ouro disparou até cerca de 3% para US$ 4.855 por onça após o cessar-fogo de 14 dias no Oriente Médio, comportando-se de forma diferente de um tradicional refúgio seguro. O movimento está ligado a preços mais baixos do petróleo, redução dos riscos de inflação e expectativas de juros mais brandas, que pressionaram os rendimentos de títulos para baixo. O cenário depende de um acordo de paz duradouro.

Surto movido por rendimentos após o cessar-fogo

O preço do ouro reagiu às notícias do cessar-fogo de 14 dias no Oriente Médio com alta de até 3% e atingiu US$ 4.855 por onça-troy. Isso indica que o ouro não está se comportando como um ativo tradicional de proteção em tempos de redução de tensões.

Pelo contrário, a forte queda no preço do petróleo está ajudando a atenuar os riscos de inflação e, consequentemente, ajustando para baixo as expectativas de juros. Na Europa, isso tende a significar menos aumentos de juros; nos EUA, cortes mais precoces podem ocorrer.

Essa perspectiva levou a uma queda nos rendimentos de títulos, beneficiando o ouro, que não paga juros. Se esse cenário permanecerá dependerá de um acordo de paz duradouro nas próximas duas semanas ou de uma nova escalada posteriormente.

O banco central chinês, o PBoC, aumentou suas reservas de ouro em março pelo 17º mês consecutivo. Segundo comunicado, as participações em ouro chegaram a 74,38 milhões de onças ao fim de março, um aumento de 160 mil onças em relação ao mês anterior.

Por outro lado, em comparação com a queda de cerca de 120 toneladas nas reservas de ouro do banco central turco na segunda metade de março — 69 toneladas apenas na última semana —, os números são praticamente marginais.

Observação: análises e dados podem variar conforme fontes oficiais; o cenário é sensível a desfechos geopolíticos e decisões de política monetária.