AUD/USD subiu mais de 1,3% nesta terça-feira, partindo de aproximadamente 0,6970 e chegando perto de 0,7060 no fechamento, conforme o humor dos investidores voltou a subir.
Essa melhoria de sentimento veio após a notícia de Trump de suspender operações militares contra o Irã por duas semanas, provocando uma queda acentuada no petróleo WTI, que caiu de acima de 106 USD para abaixo de 90 USD o barril. O par recuperou terreno acima de uma importante média móvel no gráfico de 4 horas e registrou o maior ganho de sessão em semanas.
Do lado australiano, o cessar-fogo pode mudar significativamente a perspectiva de inflação que impulsiona as expectativas de alta da taxa pelo Reserve Bank of Australia (RBA). O mercado chegou a precificar uma elevação para 4,35% ou mais na reunião de maio, alimentada pela escalada dos preços de energia desde o fechamento do Estreito de Hormuz. A recente queda do petróleo pode aliviar parte da pressão, mas analistas alertam que a normalização da oferta pode levar meses, mesmo com um acordo permanente.
No cenário doméstico, o PMI composto da S&P Global para março caiu para 46,6, vindo de 47, e o TD-MI Inflation Gauge subiu 1,3% na comparação mensal, elevando o índice anual para 4,3% (de 3,6%). O PMI fraco e a inflação elevada continuam a puxar o RBA em direções opostas.
AUD/USD no gráfico de 4 horas
Observando o gráfico de 4 horas, o AUD/USD rompeu com força acima da média móvel exponencial de 200 períodos, próxima de 0,6970, que vinha limitando as altas nas últimas duas semanas. O Oscilador Estocástico ganhou impulso, aproximando-se da zona de sobrecompra, sugerindo momentum de alta, mas sinalizando possível recuo de curto prazo. Sustentar acima de 0,7000 abriria caminho para revisitar a máxima do ano perto de 0,7120; caso não haja sustentação acima de 0,6970, o rali pode ser visto como uma reação pontual ao cessar-fogo, com foco no suporte próximo a 0,6900.