Resumo da visão de mercados
A estratégia macro da BNY aponta uma divergência crescente entre o Dólar da Nova Zelândia (NZD) e o Dólar Australiano (AUD), com o mercado dando preferência a moedas lastreadas em ativos reais. Apesar de os preços de commodities na Nova Zelândia estarem firmes, o NZD recebe pouco apoio de fluxo, enquanto o AUD se beneficia de ganhos nos termos de troca e da menor necessidade de hedge.
Fluxos favorecem o AUD frente ao NZD em dificuldade
Em teoria, o NZD poderia se beneficiar de elevações em commodities menos cíclicas, mas os fluxos atuais não confirmam esse movimento. Custos com energia e insumos também pesam na balança de pagamentos, e o NZD não demonstra as taxas nominais ou reais que costumam atrair capitais.
Caso a divergência se traduza em movimentos de câmbio à vista, o Banco Central da Nova Zelândia (RBNZ) pode ser levado a ajustar sua política de juros para responder à mudança de cenário.
Observa-se uma mudança na dinâmica entre as duas moedas: de uma convergência ampla no começo de fevereiro para um spread de cerca de 40 pontos percentuais em participação atual frente às médias móveis dos últimos 12 meses.
O AUD/NZD é relevante para os índices ponderados pelo comércio da Nova Zelândia, e movimentos expressivos nesse par podem alterar as expectativas de inflação de itens transacionáveis.
Investidores reduziram hedges de AUD e aumentaram posições em NZD. A divergência na retórica de política monetária ajuda a conduzir essa mudança, com a Austrália colhendo benefícios adicionais do choque positivo de termos de troca ligado a commodities duras e macias.
O mercado parece favorecer a exposição a apenas uma das moedas; caso a divergência gere movimentos relevantes no câmbio à vista, o RBNZ pode considerar responder por meio de ajustes de juros.