Ouro (XAU/USD) continua em terreno negativo na sessão asiática desta terça-feira, sem quedas acentuadas, mantendo-se dentro da faixa observada no pregão anterior. A probabilidade de um acordo de última hora entre EUA e Irã para reabrir o Estreito de Hormuz diminui, antes do prazo de Trump, o que sustenta o dólar como moeda de reserva mundial e pressiona o metal amarelo.
Além disso, as expectativas de altas de juros ao redor do mundo têm sido outro fator de pressão, já que ativos sem rendimento costumam recuar quando o custo de dinheiro aumenta. Investidores parecem acreditar que a escalada dos preços de energia pode reacender a inflação e levar bancos centrais, incluindo a Federal Reserve, a adotar uma postura mais hawkish.
O petróleo reagiu ao tom mais firme de Washington, com preços ascendentes que elevam o risco de novos choques regionais. Esse cenário também alimenta a cautela entre os participantes do mercado de ouro, que costumam agir como hedge em tempos de incerteza geopolítica e econômica.
Dados recentes do ISM mostraram que o PMI de serviços ficou aquém das expectativas, em 54, em março, apontando perda de impulso, enquanto o Índice de Preços pagos subiu para 70,7, sinalizando pressões inflacionárias persistentes. O mercado de trabalho continua resiliente, apoiando a percepção de que a inflação pode manter as taxas elevadas por mais tempo.
Análise Técnica: no gráfico de 4 horas, o ouro permanece abaixo da média móvel simples de 200 períodos, o que sustenta um viés levemente baixista. O MACD permanece negativo e o RSI fica em torno de 49, sugerindo consolidação dentro de uma tendência de baixa sem impulso claro.
Resistência imediata aparece perto da retração de 38,2% da correção de março, em US$ 4.607; romper esse nível abriria caminho para US$ 4.763 (retração de 50%). O suporte inicial fica próximo de US$ 4.600; abaixo desse piso, a próxima meta seria a retração de 23,6% em US$ 4.416, onde compradores de quedas podem tentar conter novas quedas.