Uma análise da MUFG aponta que a resposta do dólar americano ao choque energético provocado pelo conflito no Oriente Médio perdeu fôlego recentemente. O otimismo com um desfecho relativamente rápido do conflito, a sinalização de um prêmio de risco político americano mais elevado e spreads de rendimento que têm caminhado contra o dólar são fatores que ajudam a explicar o movimento mais contido da moeda.
Risco político e juros temperam os ganhos do dólar
O dólar dos EUA inicialmente ganhou impulso diante do choque de preços de energia, mas mostrou menor ímpeto nas semanas recentes.
Primeiro, ainda existe otimismo de que o conflito pode terminar em breve, seguido pela reabertura do Estreito de Hormuz.
Segundo, a força do dólar pode ter sido freada pela precificação de um maior prêmio de risco político, refletindo incertezas decorrentes da situação no Oriente Médio.
Terceiro, os spreads de yield de curto prazo têm se movido de forma acentuada contra o dólar no último mês.
O mercado de juros dos EUA permanece dividido quanto ao próximo movimento: novo corte ou alta nas próximas reuniões.
Este resumo oferece uma leitura objetiva das dinâmicas entre energia, política e taxas de juros que moldam o comportamento do dólar no cenário global.


