Notas de analistas da Commerzbank indicam que, em março, o PMI da China sinalizou a volta da manufatura à expansão, impulsionada pela reposição de estoques, pela robustez das exportações e por estímulos públicos. O setor de serviços também permanece acima de 50, indicando atividade estável no conjunto da economia.
Contudo, o peso dos custos de insumos está comprimindo margens, e a demanda doméstica continua fraca. Além disso, riscos externos, como o conflito no Oriente Médio e as tensões comerciais entre EUA e China, colocam em dúvida a trajetória da China em direção à meta de crescimento de 4,5% a 5,0%.
Um olhar mais detalhado mostra que o PMI oficial da manufatura subiu para 50,4 em março, de 49,0 em fevereiro, ficando próximo de leituras alinhadas com as expectativas de mercado. O subíndice de novas encomendas subiu para 51,6, ante 48,6 em fevereiro, enquanto o subíndice de estoques de bens acabados subiu para 46,7, de 45,8.
As leituras destacam que o ciclo atual de reposição de estoques está ativo, e a pressão sobre custos acompanha a recuperação da atividade industrial.
Quanto ao futuro, o curso da crise no Oriente Médio e seu efeito sobre a inflação global serão determinantes. Além disso, investigações de comércio entre EUA e China, anunciadas antes de uma prevista visita de estado em maio, aumentam a incerteza. Esses fatores criam riscos para a meta de crescimento anual da China entre 4,5% e 5,0%.
Observadores ressaltam que o desempenho atual sugere resiliência no motor industrial chinês, mas manter a vigilância sobre custos, demanda interna e riscos geopolíticos continua essencial.