EUR/USD avança nesta terça-feira, com o dólar enfraquecendo após a alta recente, permitindo que o euro (EUR) registre uma recuperação depois de cinco quedas, operando em torno de 1,1551, com alta de quase 0,75% no dia, mas ainda com sinal de fechamento negativo no mês devido às tensões no Oriente Médio.
O índice do dólar (DXY), que mede o valor do Greenback frente a uma cesta de seis moedas, recua para ficar próximo de 99,90, depois de atingir 100,64 no começo do dia.
O recuo do USD acontece em meio a um melhora do sentimento de risco, após reportagem do Wall Street Journal de que Donald Trump disse a assessores que está disposto a encerrar a campanha militar contra Irã, mesmo que o Estreito de Hormuz permaneça amplamente fechado.
O presidente do Irã Masoud Pezeshkian afirmou que o Irã está pronto para encerrar a guerra, mas exige garantias. No entanto, a incerteza continua elevada, com ataques na região do Golfo persistindo. O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que os próximos dias serão decisivos e que não há nada que o Irã possa fazer a respeito.
O conflito levou a altas fortes nos preços do petróleo, impulsionadas pelas interrupções de fornecimento via Estreito de Hormuz. O impacto inflacionário começa a se refletir nos dados, com a inflação inicial da Zona do Euro subindo acima da meta de 2% definida pelo ECB.
A HICP (Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor) subiu 1,2% MoM em março, acelerando em relação a 0,6% em fevereiro. Em termos anuais, a inflação avançou para 2,5%, ante 1,9% no mês anterior, mas ficou aquém da previsão de 2,7%.
A HICP Core aumentou 0,8% MoM, sem alteração em relação ao mês anterior, enquanto a taxa anual avançou para 2,3%, abaixo da estimativa de 2,4%.
Esse cenário reforça a possibilidade de o ECB considerar um aumento de juros nos próximos meses se os preços do petróleo permanecerem elevados. Contudo, os mercados reduziram as expectativas de um movimento imediato, ainda incorporando cerca de duas altas até o fim do ano, já que o aumento dos custos de energia também alimenta preocupações sobre uma desaceleração econômica na Zona do Euro, dada a dependência de energia importada.
Do lado norte-americano, o mercado espera que a Federal Reserve (Fed) mantenha as taxas estáveis na maior parte de 2026, após ter precificado anteriormente a possibilidade de aperto monetário.

