BNP Paribas analisa planos dos EUA para afrouxar regras de liquidez, buscando devolver ao Fed a capacidade de atuar como emprestador de última instância e reduzir o tamanho do balanço. As regulações de liquidez pós-crise forçaram o Fed a agir como emprestador de última instância e limitaram o aperto quantitativo, além de aumentar o estigma ligado ao uso da janela de desconto em momentos de estresse.
Balanço do Fed e regulação de liquidez
Depois de uma revisão aprofundada dos requisitos de capital, as autoridades passaram a priorizar o afrouxamento das regras de liquidez, em uma medida destinada a restabelecer o papel do Fed como emprestador de última instância e, possivelmente, permitir que ele reduza seu balanço.
Como as regras criaram uma demanda forte e persistente por dinheiro de bancos centrais, elas agora impedem o Fed de desfazer o seu balanço.
O segundo efeito é que o Fed não consegue mais cumprir plenamente seu papel de emprestador de última instância durante períodos de estresse.
O objetivo é desestigmatizar a janela de emergência e, assim, restabelecer a capacidade do Fed de intervir durante crises.
Isso pode até permitir que o Fed reconsidere a redução do balanço.
