AUD/USD amplia queda pela quinta sessão consecutiva antes de semana de dados-chave

O par AUD/USD caiu 0,42% nesta segunda-feira, fechando próximo de 0,6850 e ampliando a sequência de quedas para cinco pregões consecutivos. A desvalorização acumula mais de 300 pips desde a máxima do ano, próxima de 0,7190, atingida em meados de março, com o ritmo de venda ganhando fôlego no fim de março. O candle diário abriu em torno de 0,6870 e fechou em meio à faixa do dia, sem convicção clara de compradores ou vendedores.

O Reserve Bank of Australia (RBA) elevou a taxa básica em 25 pontos-base para 4,10% na reunião de março, em uma votação apertada de 5-4, marcando o segundo ajuste positivo consecutivo. As atas da reunião, a serem divulgadas na terça-feira, serão observadas com atenção para sinais de disposição do Conselho de promover um terceiro aumento em maio. O assistente do governador Christopher Kent alertou na semana passada que um choque de oferta prolongado, decorrente do conflito no Oriente Médio, pode manter a inflação elevada e as expectativas de inflação de longo prazo, potencialmente exigindo uma postura mais restritiva.

Do lado do dólar americano, o Federal Reserve (Fed) manteve a faixa-alvo entre 3,50% e 3,75% na reunião de março, com o gráfico de dot plots ainda sinalizando uma única queda neste ano. O presidente Powell destacou que a inflação não está recuando tão rápido quanto o esperado, enquanto as implicações do conflito no Oriente Médio permanecem incertas. Esta semana traz um calendário cheio, com o PMI de manufatura do ISM na quarta-feira e os Non-Farm Payrolls (NFP) na sexta-feira, com consenso em torno de 55 mil vagas, após o dado negativo do mês anterior. Sexta-feira também é Sexta-Feira Santa na Austrália e nos EUA, o que pode reduzir a liquidez em meio a uma divulgação potencialmente volátil.


AUD/USD gráfico de 5 minutos

Análise de gráfico AUD/USD

Análise Técnica

No gráfico de 5 minutos, o AUD/USD opera em 0,6846. A tendência de curto prazo é levemente baixista, pois o preço permanece abaixo da média móvel exponencial de 200 períodos, próxima de 0,6857, mantendo rallies intradiários limitados por uma barreira dinâmica bem definida. A ação de preço tem recuado em faixas estreitas, enquanto o RSI estocástico permanece contido na metade inferior, sinalizando impulso de alta fraco e favorecendo novas quedas, especialmente abaixo de 0,6860.

A resistência imediata fica na faixa 0,6855–0,6860, onde recentes máximas intradiárias convergem com a EMA de 200 períodos, e um rompimento acima deste patamar seria necessário para aliviar a pressão e abrir caminho para 0,6875 a seguir. Do lado de baixo, o suporte inicial fica em 0,6844, seguido por 0,6835; uma ruptura sólida desses níveis expõe 0,6825 como próximo objetivo de baixa.

No gráfico diário, AUD/USD opera em 0,6848. A visão de curto prazo permanece levemente baixista, com o preço abaixo da média móvel de 50 dias, que começou a inclinar-se depois de se estabilizar perto de 0,70, indicando enfraquecimento do impulso de alta. O par permanece acima da EMA de 200 dias, em torno de 0,67, mantendo o cenário de tendência mais amplo positivo, mas a correção de curto prazo domina e o RSI estocástico fica na faixa inferior,confirmando pressão de compra contida.

Resistência inicial em 0,6920/0,6950, onde máximas recentes se cruzam com a EMA decrescente de 50 dias; um fechamento diário acima dessa zona neutralizaria a atual inclinação de baixa. Além disso, 0,7050 é a próxima resistência, seguido por 0,7120. Do lado de baixo, suporte imediato fica próximo de 0,6800, com rompimento abrindo caminho para 0,6750, seguido pela região da EMA de 200 dias em torno de 0,6735 como piso mais significativo para a tendência de médio prazo.

Observação: a análise técnica desta matéria foi produzida sem depender de fontes externas.

Perguntas frequentes sobre o Dólar Australiano

O AUD é sensível à política de juros do RBA, ao preço do minério de ferro — principal exportação do país —, à saúde da economia chinesa, à inflação interna, ao ritmo de crescimento e ao saldo comercial. O sentimento de risco no mercado também impacta o câmbio.

O RBA influencia o AUD definindo as taxas de juros às quais os bancos cobram uns aos outros, com o objetivo de manter a inflação entre 2% e 3%. Taxas mais altas, em relação a outros bancos centrais, tendem a valorizar o AUD; o oposto ocorre com taxas mais baixas. O banco também pode usar medidas de aperto ou relaxamento de crédito para influenciar o câmbio.

A China é o maior parceiro comercial da Austrália; quando a economia chinesa está saudável, a demanda por matérias-primas aumenta, elevando o valor do AUD. Surpresas nos dados chineses costumam impactar o câmbio.

O minério de ferro é a principal exportação australiana, com alta participação da China. A elevação do preço costuma impulsionar o AUD, fortalecendo a balança comercial e a moeda.

A balança comercial, a diferença entre exportações e importações, influencia o valor do AUD. Um superávit tende a atrair demanda por exportações, fortalecendo o câmbio; o contrário pode pressionar a moeda.