O WTI, referência de petróleo dos EUA, opera em alta acentuada, rondando os US$96 por barril, com ganho de 3,55% no dia. O mercado segue pressionado por incertezas geopolíticas, com investidores precificando um conflito prolongado envolvendo o Irã e potenciais interrupções no fornecimento global de energia.
Após uma trégua inicial ao permitir a passagem de alguns petroleiros, o otimismo recuou. Ações militares continuam na região, e declarações conflitantes dificultam a leitura do cenário diplomático. O presidente dos EUA afirma que negociações vão “muito bem”, enquanto autoridades iranianas dizem aguardar a resposta de Washington às condições de cessar-fogo.
Relatórios do Wall Street Journal indicam que o Pentágono avalia enviar mais 10 mil soldados ao Oriente Médio, aumentando o temor de uma escalada maior. Um envolvimento americano mais intenso eleva a probabilidade de interrupção prolongada do Estreito de Hormuz, rota estratégica para o fluxo global de petróleo, sustentando os preços.
Analistas do ING destacam que os riscos permanecem inclinados para cima, mesmo com a extensão de prazos para infraestrutura energética. O banco aponta que cerca de 8 milhões de barris por dia já são afetados, e um volume maior ainda permanece exposto a interrupções, mantendo um prêmio geopolítico nos preços.
Jan von Gerich, do Nordea, observa que, apesar da volatilidade recente, os preços do petróleo não atingiram novas máximas, sugerindo que um cenário de desescalada ainda é possível, embora com menor probabilidade.
Nesse ambiente, os preços do petróleo permanecem sensíveis a desdobramentos geopolíticos, e a ausência de desescalada clara sustenta a expectativa de que os preços permaneçam elevados por um período prolongado.
Resumo de impactos: atores globais monitoram a tensão, com foco no Estreito de Hormuz e nas potenciais interrupções logísticas que afetam o fluxo de petróleo.
